Papa critica projeto de lei britânico contra a discriminação de homossexuais
Projeto pode tornar ilegal a rejeição de emprego a pessoas homossexuais; Bento 16 diz que lei fere liberdade religiosa.
Da BBC
O papa Bento 16 criticou, nesta segunda-feira, um projeto de lei do governo britânico que pode, entre outras medidas, tornar ilegal a descriminação de homossexuais.
A legislação, chamada de Equality Bill, está sendo discutida por parlamentares britânicos e pode impedir, por exemplo, que igrejas rejeitem empregar pessoas que se declarem homossexuais ou transsexuais.
“Seu país é conhecido pelo forte compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade”, disse Bento 16 um grupo de bispos britânicos que visitaram o Vaticano.
“Ainda assim, o efeito de algumas leis criadas para atingir esses objetivos tem sido impor limites injustos à liberdade das comunidades religiosas para agir de acordo com suas crenças”, disse ele.
Bento 16 estimulou os bispos a defender “convincentemente” os ensinamentos morais católicos.
Continuem a defender seu direito de participar no debate nacional por meio de um diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade”, disse ele.
Um porta-voz do governo britânico disse que as declarações do Papa sugerem que ele reconheceu “o compromisso firme com a igualdade para todos os membros da sociedade” exercido pelo governo britânico.
“Acreditamos que todos devem ter chances justos na vida e não sofrer discriminação. A Equality Bill tornará a Grã-Bretanha um país mais justo e igualitário”, disse um porta-voz do governo.
A Igreja Anglicana britânica mostrou-se preocupada com a legislação, argumentando que seus padres podem se ver forçados a celebrar casamentos nos quais um dos noivos sofreu uma mudança de sexo.
Bento 16 anunciou ainda que deve visitar a Grã-Bretanha neste ano, na primeira visita de um papa ao país desde 1982.
Fonte: G1
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem,27, que os gays poderão servir às forças armdas do país. O anuncio foi feito durante o discurso do Estado da União, um ato tradicional onde o líder da nação analisa a situação do país e propõe saídas.
Em pouco mais de um ano, Obama já se mostrou disposto a combater a homofobia, o que gera conflitos com políticos conservadores. Há alguns dias, ele nomeou a transexual Amanda Simpson para o cargo de conselheira sênior do Departamento de Comércio. Amanda se tornou a primeira transexual a ocupar um cargo no governo federal.
Da redação Nuance
Aconteceu de novo. Mais um “homem” dará à luz no Estados Unidos. Scott Moore o segundo caso conhecido – está “grávido”, segundo o jornal “Daily Mail”. O transexual será submetido a trabalho de parto em fevereiro. Ele e o companheiro Thomas, que também nasceu mulher -, já escolheram o nome do menino, concebido sob inseminação artificial: Miles.
Os dois são legalmente casados porque Scott, de 30 anos, manteve o “sexo feminino” na certidão de nascimento.
“Eu sei que muitas pessoas vão nos criticar, mas estou imensamente feliz e sem qualquer vergonha”, disse Scott, segundo o “Daily Mail”.
O casal transex da Califórnia já tem dois filhos – um de 12 anos e outro de 10 -, gerados artificialmente no útero da antiga companheira de Thomas, que já faleceu.

Scott, que nasceu Jessica, disse que desde os 11 anos percebera que gostaria de ser um homem. Os pais pagaram o equivalente a 13 mil reais para que os seios da filha/filho fossem removidos.
Thomas, que já foi Laura, fez cirurgia para mudança de sexo no ano passado, quando removeu o útero.
O primeiro caso conhecido de “homem” dar à luz foi o de Thomas Beatie, do estado do Oregon, que causou grande polêmica. A filha Susan nasceu em julho de 2008.
Recapitulando: Duas mulheres se tornaram “homens” e formam um casal. Um deles está “grávido”. Entendido
Fonte: O Globo
Programação – 26 e 27 de janeiro de 2010 – Curitiba – Paraná
Data / Horários
Atividades
Dia 26, 13h – Credenciamento e distribuição de material
Dia 26, 14h – Abertura
Dia 26, 14h30 – Painel I – Mídia LGBT na América Latina: história, impasses e perspectivas
O objetivo desta mesa é fazer um amplo recorte da história da imprensa LGBT no Brasil, buscando identificar períodos, mapear fatores estruturantes e avaliar seu desenvolvimento. Nesse sentido, a periodização serve para detectar avanços ou retrocessos em relação tanto ao mercado quanto à defesa dos direitos humanos e combate à homofobia.
Painelistas: Ferdinando Martins (ECA-USP), Antonio Medina (Revista Letra S/México)
Mediação: Wilton Garcia (UBC, PEDHS-USP)
Relatoria: Marcelo Hailer (A Capa)
Dia 26, 16h15 – Intervalo
Dia 26, 16h30 – Painel II – Imprensa, movimentos sociais e advocacy LGBT
Esta mesa visa identificar as possibilidades de se usar os meios de comunicação, segmentados ou não, como espaço de militância. Os participantes forma escolhidos por seus históricos de ativistas que usam a indústria cultural para promover o combate à homofobia.
Painelistas: Luiz Mott (decano do movimento LGBT no Brasil, antropólogo, fundador do GGB), Oswaldo Braga (MGM e jornal O Tempo), Alejandro Brito (Revista Letra S/México)
Mediação: Eduardo Peret (Mestre em Comunicação – UERJ)
Relatoria: Gabriel Oliveira (Mestre em Jornalismo – ECA/USP)
Dia 27, 9h – Painel III – Padrões de qualidade na imprensa LGBT
O tema desta mesa desdobra-se em tópicos específicos do fazer jornalístico, mas com foco na imprensa segmentada LGBT. Entre eles: noticiabilidade, apuração, qualidade das matérias, agenda setting, espirais de silêncio, confiabilidade e sigilo das fontes, outing de celebridades.
Painelistas: Ana Fadigas (fundadora da revista G Magazine), Gabriel Oliveira (mestre em Jornalismo/ECA-USP), Hélio Filho (Mix Brasil)
Mediação: Ferdinando Martins (ECA-USP)
Relatoria: Marcelo Hailer (A Capa)
Dia 27, 10h30 – Intervalo
Dia 27, 10h45 – A pauta LGBT na grande imprensa
Esta mesa trata da presença da homocultura na grande imprensa, buscando compreender as formas que o universo LGBT é representado, bem como a capacidade da mídia promover (ou não) valores relacionados à promoção dos direitos humanos. O debate vai além do binarismo “mídia homofóbica/mídia simpatizante” para dar conta da complexidade do processo comunicativo.
Expositores: Jean Wyllys (escritor), Deco Ribeiro (E-Jovem), Wilton Garcia (UBC, PEDHS-USP), Eduardo Peret (Mestre em Comunicação/UERJ).
Mediação: Márcio Neman (UEL)
Relatoria: Gabriel Oliveira (Mestre em Jornalismo, ECA/PEDHS-USP)
Dia 27, 12h45 – Encerramento
Dia 28, 17h – Encontro de gerações: veteranos e novos jornalistas da imprensa LGBT
Dia 28, 18h – Lançamento do Guia de Mídia LGBT
Fonte: Reuters/Brasil Online
Ativistas homossexuais, que dizem lutar por seus direitos constitucionais em uma sociedade profundamente intolerante, prometeram manter a parada em 29 de maio, com ou sem autorização municipal.
Luzhkov, de 73 anos, já irritou a comunidade gay local e atraiu críticas internacionais por sua retórica anti-homossexual e por mobilizar a tropa de choque para dissolver paradas gays anteriores.
“Há anos Moscou enfrenta uma pressão sem precedentes para realizar uma parada gay, o que só pode ser descrito como um ato satânico”, disse Luzhkov nesta segunda-feira à agência de notícias Interfax.
“Não autorizamos tal parada então e não iremos autorizar no futuro. Não é hora de embromar com esse papo de direitos humanos. O que devemos é reprimir com toda a força da justiça e da lei.”
A posição homofóbica do prefeito tem amplo apoio da elite local. O falecido patriarca ortodoxo Alexiy 2o dizia que os homossexuais sofrem de um transtorno mental equivalente aos cleptomaníacos.
Entidades de defesa dos homossexuais esperam que a Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, qualifique em breve como ilegal a proibição da parada gay em Moscou, obrigando Luzhkov a autorizar futuros eventos do gênero.
Reportagem de Conor Humphries
“A travesti é uma ilha, cercada de violência por todos os lados” Com essa frase, a militante Janaína Dutra resumiu a trajetória de invisibilidade das travestis em nossa sociedade. Com o objetivo de contribuir para a construção de uma imagem positiva da população trans, a Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza em parceria com o Governo do Estado e entidades da sociedade civil promovem entre os dias 25 e 30 de janeiro atividades alusivas ao Dia Municipal das Travestis e Transexuais.
Serão realizados vídeo-debates em núcleos do ProJovem, intervenções nos pontos de trabalho e locais de concentração de travestis e transexuais – com informações sobre direitos humanos, prevenção a DST’s/Aids e sobre o Dia Municipal – e visitas às unidades básicas de saúde com o objetivo de combater o preconceito e a discriminação no atendimento.
No dia 29, data celebrada em todo o Brasil como Dia da Visibilidade Trans, será promovido o seminário “Quem decide minha identidade sou eu?”, no Parque da Liberdade/ Cidade da Criança, no Centro. O seminário tratará de temas como acesso à educação e trabalho, combate à transfobia (repulsa e violência contra travestis e transexuais) e sobre a importância da utilização do nome social das travestis e transexuais em locais como escolas e hospitais – uma das principais bandeiras do movimento trans.
Após o seminário, haverá performances de transformistas e transexuais, no sentido de valorizar a atividade desses profissionais como artistas. No dia 30, haverá apresentação do espetáculo “Cabaré da Dama”, de Silvério Pereira, vencedor do Prêmio Cultural LGBT do Ministério da Cultura. A apresentação ocorre dia 30, no Teatro José de Alencar. Travestis e transexuais tem entrada franca (Veja programação completa abaixo)
As atividades do Dia Municipal das Travestis e Transexuais são promovidas pela Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza, através da Coordenadoria de Diversidade Sexual, em parceria com o Governo do Estado e entidades da sociedade civil que desenvolvem atividades com a população de travestis e transexuais.
A Homofobia em Números. Segundo o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab), entre 1999 e 2006, 69 gays, lésbicas, travestis e transexuais no Ceará foram assassinados no Ceará. 55 desses crimes aconteceram somente em Fortaleza.
Cerca de 21,8% de jovens de Fortaleza entre 15 e 29 anos ainda consideram a homossexualidade um desvio de conduta e uma doença, segundo a pesquisa “Retratos da Fortaleza Jovem”.
Glossário Trans
Transgênero Termo utilizado para designar pessoas que transitam pelos papéis socialmente estabelecidos como femininos e masculinos. Desta forma, pode ser empregado tanto para descrever transexuais quanto travestis, indistintamente, bem como pessoas com práticas heterossexuais, homossexuais ou bissexuais.
Transexual Indivíduo que não se reconhece no seu corpo biológico e tem a necessidade de fazer mudança genital através de tratamento e cirurgia. Uma/a transexual é aquele/a cujo sexo biológico não confere com sua identidade de gênero, isto é, o senso pessoal que o indivíduo possui de ser mulher ou homem. Desta forma, a cirurgia de redesignação sexual (popularmente conhecida como “troca de sexo”) e o processo de transição (terapia hormonal, alteração de identidade, cirurgias plásticas, etc) apresenta-se como quesitos inalienáveis da felicidade da/o transexual, harmonizando identidade, corpo e sexo.
Travestis Pessoas que apresentam sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, mas que não almeja se submeter à cirurgia de redesignação sexual (CRS).
Fonte: Cartilha do Seminário Cidadania Viva – Lesbianidades, Família e Sociedade
PROGRAMAÇÃO
25.01: 18h – vídeo–debate em núcleo do ProJovem, com participação de ativistas do movimento de travestis e transexuais;
21h – Intervenção nos pontos de trabalho e locais de concentração de travestis e transexuais, com informações sobre direitos humanos, prevenção a DST’s/Aids e sobre o Dia Municipal
26.01: 18h – vídeo–debate em núcleo do ProJovem, com participação de ativistas do movimento de travestis e transexuais;
27.01: 18h – vídeo–debate em núcleo do ProJovem, com participação de ativistas do movimento de travestis e transexuais;
28.01: 9h às 14h – Visitas às Unidades Básicas de Saúde (atividade da Associação de Travestis do Ceará – ATRAC);
18h – vídeo–debate em núcleo do ProJovem, com participação de ativistas do movimento de travestis e transexuais;
23h – Intervenção nos pontos de trabalho e locais de concentração de travestis e transexuais
29.01: 14h – Seminário “Quem decide minha identidade sou eu?”, que versará sobre os Direitos Humanos das travestis e transexuais (nome social das travestis nos diversos espaços institucionais, acesso à educação, trabalho, combate à transfobia);
14h às 17h – Exposição de material informativo das ONGs e instituições que trabalham com Direitos Humanos para LGBTT;
14 às 17h – Balcão de Cidadania LGBTT – retirada de documentos (Governo do Estado do Ceará);
Local: Casarão Branco – Parque da Liberdade/Cidade da Criança
19h – Atividade Cultural – Apresentação de performances (transformistas e transexuais);
Local: Anfiteatro – Parque da Liberdade/ Cidade da Criança
30.01: 19h – Teatro-debate com o espetáculo “Cabaré da Dama” de Silvério Pereira (Vencedor do Prêmio Cultural LGBT do Ministério da Cultura).
21h – Entrega da Comenda Janaína Dutra
21h30min – Festa alusiva ao Dia da Visibilidade das Travestis e Transexuais
Local: Teatro José de Alencar (Anexo Nadir Papi Sabóia)
Mais informações: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (3131-1698), com Mônica Mourão (8814-8091), Thiago Mendes (8885-3818) e Roberta França (8802-6467).
do site da A Capa:
Entre os dias 26 e 30 de janeiro, a cidade de Curitiba recebe a V Conferência ILGA – LAC (International Lesbian and Gay Association – América Latina e Caribe), encontro que visa debater as questões sociais LGBT no âmbito latino americano e caribenho.
Entre os debate que irão ocorrer, a mídia GLS estará no epicentro do evento. Será organizado o I Encontro Mídia e LGBT, cujo foco será os meios de comunicação e como eles podem contribuir para a consolidação do respeito às diversidades sexuais. No final, será lançado o Guia de Mídia LGBT.
Confira abaixo a programação do I Encontro Mídia e LGBT:
26 de janeiro
14h – Abertura
14h30 – Mídia LGBT na América Latina: história, impasses e perspectivas
Ferdinando Martins (ECA-USP), Antonio Medina (Revista Letra S/México)
Mediação: Wilton Garcia (UBC, PEDHS-USP)
Relatoria: Marcelo Hailer (A Capa)
16h30 – Imprensa, movimentos sociais e advocacy LGBT
Luiz Mott (decano do movimento LGBT no Brasil, antropólogo, fundador do GGB), Oswaldo Braga (MGM e jornal O Tempo), Alejandro Brito (Revista Letra S/México)
Mediação: Eduardo Peret (Mestre em Comunicação – UERJ)
Relatoria: Gabriel Oliveira (Mestre em Jornalismo – ECA/USP)
Dia 27
9h – Padrões de qualidade na imprensa LGBT
Painelistas: Ana Fadigas (fundadora da revista G Magazine), Gabriel Oliveira (mestre em Jornalismo/ECA-USP), Hélio Filho (Mix Brasil) Mediação: Ferdinando Martins (ECA-USP)
Relatoria: Marcelo Hailer (A Capa)
10h45 – A pauta LGBT na grande imprensa
Expositores: Jean Wyllys (escritor), Deco Ribeiro (E- Jovem), Wilton Garcia (UBC, PEDHS-USP), Eduardo Peret (Mestre em Comunicação/UERJ).
Mediação: Márcio Neman (UEL)
Relatoria: Gabriel Oliveira (Mestre em Jornalismo, ECA/PEDHS-USP)
Dia 28
17h – Encontro de gerações: veteranos e novos jornalistas da imprensa LGBT
18h – Lançamento do Guia de Mídia LGBT
Fonte: revista A Capa www.acapa.virgula.uol.com.br
400 Líderes LGBT da América Latina e do Caribe se reunem em Curitiba de 26 a 31 de janeiro
Cerca de 400 ativistas em defesa dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de 35 países se encontrarão na próxima semana para discutir diferentes aspectos da defesa da cidadania e combate ao preconceito e à homofobia. Com uma programação variada e abrangente, a V Conferência Regional da ILGA na América Latina e no Caribe será realizada em Curitiba (PR), Brasil, de 26 a 31 de janeiro.
A ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) é uma federação mundial que congrega grupos locais e nacionais dedicados à promoção e defesa da igualdade de direitos para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI) em todo o mundo. Fundada em 1978, a ILGA reune entre seus membros mais de 670 organizações, entre pequenas coletividades e grupos nacionais, representando, assim, mais de 110 países, oriundos de todos os continentes. No encontro de Curitiba, estará representada a seção da América Latina e Caribe da ILGA.
O evento discutirá os direitos humanos de LGBT na América Latina e Caribe (LAC). Na região LAC nos últimos anos, houve alguns avanços como descriminalização da homossexualidade no Equador, Nicarágua, Chile e Panamá. No entanto existem onze países (Antigua e Barbuda, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadina e Trinidad e Tobago) onde a homossexualidade é considerada crime, o que demonstra a necessidade urgente de ações do movimento e governos no enfrentamento desse e de outros desafios. Na Conferência haverá representantes de 8 destes 11 países e serão discutidas estratégias de descriminalização.
Pré-Conferências
Antecedendo a Conferência, foram planejados encontros preparatórios no dias 26 e 27. O objetivo é tratar de forma específica temas diretamente relacionados à defesa dos direitos LGBT. São eles:
· I Fórum de Gays, HSH e Trans da América Latina e do Caribe sobre HIV/Aids – ASICAL*
· 1º Encontro sobre Homo-Lesbo-Transfobia na escola – GALE**
· 1ª Conferência Regional da InterPride***
· 1º Seminário Latino Americano e Caribenho de Mulheres Lésbicas e Bissexuais
· Pré-Conferência de Pessoas Trans
· Pré-Conferência de Jovens LGBTI
· Seminário Homo-Lesbo-Transfobia e Racismo
· Pré-Conferência: o Executivo e Políticas Públicas para LGBTI
· Seminário: Avanços legais, políticas públicas e o combate ao fundamentalismo na América Latina
· Pré-Conferência: Mídia e LGBTI
* ASICAL: Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe
** GALE: Global Alliance for LGBT Education
*** InterPride: Associação Internacional de Organizadores de Eventos do Orgulho LGBT
Abertura
A abertura será realizada no dia de janeiro, às 18.30 horas, na Estação Embratel Convention Center (acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba).
Na solenidade de abertura está confirmada a presença das seguintes autoridades: Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Senadora Fátima Cleide, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT no Senado Federal; Deputado Federal José Genoino, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados; Deputado David Razú Aznar, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Distrito Federal do México; Dr. Pedro Chequer – Coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil; Eduardo Gutierrez – Representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil; Dra. Pamela Bermúdez – da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde no Brasil.
A solenidade de abertura também contará com a presença de integrantes do movimento LGBT, incluindo; Billy Urich – Vice-Presidente de Operações da InterPride e Presidente do Comitê da InterPride sobre Direitos Humanos Internacionais LGBTI; Gloria Careaga – Secretária Geral da ILGA; Belissa Andía Pérez – Secretária Trans da ILGA; Amaranta Gómez Regalado – Secretária Trans da ILGA na América Latina e no caribe; Beto de Jesus – Secretário da ILGA na América Latina e no Caribe; Toni Reis – Coordenador Geral da Comissão Organizadora Local da V Conferência ILGA-LAC; e Rafaelly Wiest – Presidente do Grupo Dignidade e da V Conferência ILGA-LAC
Na Abertura, uma mensagem do Presidente Lula aos participantes da Conferência será lida pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.
Apoio
A Conferência conta com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Organização Pan-Americana da Saúde, o Fundo Global para Mulheres, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o Governo do Estado do Paraná, o Governo do Município de Curitiba e a Itaipu Binacional.
Realização
Grupo Dignidade pela cidadania LGBT
· CEPAC – Centro Paranaense de Cidadania
· APPAD – Associação Paranaense da Parada da Diversidade
· DOM DA TERRA
· Artemis – Associação Paranaense da Parada da Diversidade
· Transgrupo Marcela Prado
· Aliança Paranaense Pela Cidadania LGBT
Local
· CONFERÊNCIA: Victória Villa Hotel – Avenida Sete de Setembro, n° 2448 – Centro, Curitiba, Paraná. Fone (41) 3324-7878
· ABERTURA OFICIAL – 27/01 – 18:30 horas : Piso Portinari da Estação Embratel Convention Center– Acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba, Paraná.
Programação completa
http://www.ilgalac.grupodignidade.org.br/port/index.php
Mais informações
http://www.ilgalac.grupodignidade.org.br/port/index.php
Toni Reis – 41 9602 8906
Rafaelly Wiest – 41 9651 4204
Márcio Marins – 41 9109 1950
Carla Amaral - 41 9638 1057
Os coloridos
por Maria Berenice Dias, advogada especialista em direito homoafetivo
Ninguém entende bem este fenômeno, mas que é uma realidade é: todo mundo adora saber da vida alheia!
Talvez esta seja a singela explicação para o sucesso do BBB – Big Brother Brasil, reality show agora na sua décima edição.
Os participantes, em sua grande maioria, são jovens cheios de sonho, de diversas origens e distintas condições sociais e culturais. Eles não se conhecem, mas têm algo em comum, todos querem ganhar o cobiçado prêmio. Para isso não podem ter nenhuma dificuldade em se expor, pois, ao aceitarem o desfio de serem vigiados 24 horas por dia, abrem mão da própria privacidade.
Na casa, ninguém tem compromisso com nada e ninguém, e não precisa ter preocupação sequer com a própria subsistência. Naquela verdadeira ilha da fantasia, tudo é permitido, intrigas, brigas e romances, em um contexto de muita festa e licenciosidade.
A cada edição algumas mudanças ocorrem ainda que o espírito de competitividade permaneça sendo a tônica. A preocupação de cada um para lá permanecer é cair nas boas graças do povo, único critério seletivo para ter a chance de sair vitorioso. Os espectadores acabam desempenhando o papel de deuses, pois têm a possibilidade de expulsar qualquer morador daquele paraíso.
Na edição que acaba de iniciar, de forma absolutamente surpreendente foram selecionados três integrantes da população LGBT: uma lésbica, um gay e um travesti que atua como drag queem, formando o grupo chamado “os coloridos”.
Depois da vitória do Jean, na 5ª edição do BBB, um personagem discreto que só revelou sua orientação sexual quase no final do programa, a mudança é radical. Ao menos nesta bolha que retrata um mundo ideal, o preconceito não existe. De ninguém é excluído o direito de viver em um mundo que procura retratar as pessoas como elas são.
Como a televisão está presente na grande maioria dos lares, é significativo que todos vejam que há a possibilidade de um convívio respeitando as diferenças. Todas as pessoas são iguais, pois todas elas, sem exceção, só querem ter a chance de ser feliz.
Certamente deste compromisso tomou consciência a produção do BBB ao permitir que os brasileiros apreendam a ser tolerantes e a conviver com o outro sem discriminar, agredir ou matar pelo só fato de o outro ser diferente.
Diante de uma sociedade ainda tão homofóbica, em que a diversidade sexual não é respeitada e a homoafetividade ainda não obteve reconhecimento legal, a experiência só pode ser promissora. Afinal, “big brother” significa “grande irmão” e a fraternidade precisa mesmo ser cultivada.
Publicado originalmente em www.direitohomoafetivo.com.br
A boa notícia veio em nota divulgada pela Secretaria Municipal de Assitência Social.
A Secretária Municipal de Assistência Social, Elaene Rodrigues, assinou
portaria que estabelece o direito ao uso e tratamento pelo nome social a
travestis e transexuais, no âmbito dos serviços da política de assistência
social em Fortaleza. A portaria foi assinada no dia 04 de janeiro de 2010.
Fica, então, assegurado o direito de utilização do nome social, segundo a
livre escolha do(a) interessado(a), nos serviços, programas, projetos, ações
e benefícios da política municipal de assistência social.
A decisão foi baseada na Constituição Federal de 1988 que estabelece a
construção
de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e da
marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais; a promoção
do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
O nome social será assentado ao lado do nome civil nos registros, cadastros,
listas de presença e demais documentos oficiais correlatos à assistência
social. Quando solicitada a inclusão do nome social, a orientação é que este
seja o utilizado para o tratamento por parte de servidores públicos e demais
pessoas ligadas ao serviço.
*Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Assistência Social
–Semas*
*Klycia Fontenele *(assessora) e *Gisa Carvalho* (estagiária)
Contato: 3105-3489


