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Mais cores no arco-íris

11/11/2009
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Um dos filmes mais comentados do ano, Do começo ao fim é cotado para integrar a programação do terceiro For Rainbow (Foto: DIVULGAÇÃO)

O pote de ouro no final do arco-íris está diminuindo, tem cada vez menos moedas douradas. Contraditoriamente, seu brilho é maior. Este ano, o For Rainbow chega à terceira edição com o já conhecido problema de patrocínio, porém, com a vontade de aumentar o leque de opções para o público. Além do cinema, foco dos dois primeiros anos, teatro, dança, música, literatura e artes plásticas passam a fazer parte da programação. Quem garante é Verônica Guedes, idealizadora e coordenadora do evento. O festival está previsto para acontecer entre final de novembro, dia 28, e começo de dezembro, dia 2. A programação acontece, principalmente, no Sesc Cine São Luiz, em três ambientes dentro do cinema.

“É engraçado: agora que o festival está ficando maior, a gente tem menos patrocínios“, ironiza Verônica. “Sempre foram muitos problemas financeiros, mas o público e alguns artistas amigos da gente perguntavam sobre as outras linguagens. Porque só o cinema? Então, ele vai ser um festival de arte e cultura da diversidade sexual“, explica. Até o momento, no caixa, só os recursos prometidos pela Prefeitura (através da Coordenadoria de Diversidade Sexual, da Secretaria de Direitos Humanos). “O festival todo custa cerca de R$ 300 mil. O ideal é que a gente consiga pelo menos a metade“, declara.

“Muitas pessoas toparam participar recebendo uma quantia módica“, comenta Verônica, que antecipa algumas atrações. Para a telona, os filmes O Rebeliado e Duas Pátrias. O primeiro é a estreia do professor e documentarista paraibano Bertrand Lira no formato longa-metragem. Ele conta a história de um pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus Missão que acredita ter-se “curado“ da homossexualidade. O outro longa confirmado é uma produção alemã filmada em terras cubanas. A partir dos escritos do poeta Reinaldo Arenas (que viveu até a década de 1970 em Cuba, fugindo para os Estados Unidos em 1980, e morrendo lá nos anos 1990), o diretor Christian Liffers conta histórias de homossexuais na ilha de Fidel. Segundo Verônica, a ideia é selecionar mais um longa. Possivelmente, o comentado de Do começo ao fim, filme de Aloízio Abranches, que entra em circuito já no dia 27. Novidade: a mostra competitiva não vai acontecer

Programação
“Teremos ainda uma mostra de filmes de animação, para a qual também estamos selecionando filmes. Teremos uma mostra educativa que percorrerá espaços culturais de todas as regionais de Fortaleza e uma mostra retrospectiva internacional do For Rainbow, cujo destaque será a obra do cineasta americano Marlon Riggs“, completa. Este ano, serão cerca de 80 filmes. Para a dança, está confirmada a participação de Ricardo Freire e o grupo da bailarina Silvia Moura, Centro de Experimentação em Movimento (CEM). Nas artes plásticas, nomes de forte expressão local e nacional, como Euzébio Zloccowick, Marina de Botas, Yuri Yamamamoto, Zé Tarcísio e Simone Barreto. No teatro, o Grupo Bagaceira encena PornoGráficos.

“Vamos ter também o lançamento livros. Entre eles, oito títulos de Tonio Carvalho, que pretende discutir os temas infância e diversidade. Como se pode preparar um novo ser humano para não ter preconceito“. A luta contra o preconceito se reflete na forma como o festival foi pensado, desde a sua primeira edição, em 2007. “A programação é aberta ao público, gratuita. Na abertura do festival, o Uirá dos Reis (projeto Uro) cantará a música I Will Survive, a -música tema-, com arranjo bem original. E aí teremos um espaço na Praça do Ferreira, uma espécie de tablado, artistas da música poderão dar uma -canja-, depois de um determinado horário. Para você ter uma ideia, o primeiro que confirmou presença na nossa canja foi o Macaúba, do chorinho“, conclui Verônica. Para quem achava que não, a diversidade em alta.

E-MAIS

> O lançamento está previsto para acontecer dia 24 de novembro, quarta-feira, na livraria Saraiva.

> Verônica Guedes, da organização, garante que “durante o festival, acontecerão também várias mesas de debates, duas oficinas de realização, e uma oficina de direção de arte, e várias outras atividade educativas relacionadas à diversidade sexual“.

> O festival envereda em outras searas, e lança um concurso de vídeo: Relatos Eletrônicos da Juventude LGBT, com o tema “escola e diversidade sexual“, para estudantes do ensino fundamental e médio do Ceará. A ideia é combater uma estatística que comprova ser o Ceará um dos estados de maior índice de preconceito contra homossexuais, lésbicas e travestis.

> Dia 12 de novembro, tem início a 17° edição do Mix Brasil, maior festival de cinema de temática homoerótica no Brasil. Na abertura do evento, a exibição de Do começo ao fim, filme de Aloízio Abranches, está confirmado. O filme está levantando polêmica por onde passa: ele fala sobre a relação incestuosa de dois irmãos, Thomas e Francisco.

Fonte: O Povo

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