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Campanha convoca heterossexuais a darem depoimentos sobre amigos gays

22/07/2011

Mais uma iniciativa pretende alertar para a gravidade da onda homofóbica que toma conta do país. Idealizada pelo Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), com apoio dos jovens do Projeto Purpurina, voltado à população LGBT de 13 a 24 anos, a campanha “Quem são eles?” convoca heterossexuais a darem seus depoimentos sobre amigos ou parentes gays.

A professora e fundadora do GPH, Edith Modesto (foto à esq.), explica que o projeto, cujo logotipo foi criado pelo designer Samuca, surgiu após um dos integrantes do grupo ser espancado na saída de uma boate simplesmente por ser homossexual. “Esse fato, somado aos atos homofóbicos que têm se dado ultimamente, me fez pensar em uma campanha que ajudasse as pessoas a ver que ser homossexual é uma condição natural e espontânea do ser humano, como ser heterossexual, e nenhum dos tipos de orientação sexual implica em tipo de caráter, bom ou ruim”, explica Modesto.

Assim como outras iniciativas recentes, a campanha “Quem são eles?” exalta a importância da participação da sociedade em geral, e não apenas do segmento LGBT. “Pensamos que é importante saber de heterossexuais que eles conhecem homossexuais, que os respeitam como eles são e têm admiração, amizade e carinho por eles”, diz a professora.

Para participar da campanha, basta enviar um depoimento para o e-mail projetoquemsaoeles@gmail.com. No Tumblr do projeto, é possível ler diversos depoimentos de héteros falando sobre conhecidos gays, como o de Valdenice, que se identifica como “mãe e amiga de gays”. “Tenho pena daquelas mães que sofrem com os filhos drogados, embriagados, presos etc.. Essas sim têm com que se preocupar, eu não. Tenho orgulho do meu filho e estou pronta para defendê-lo sempre. Continuo tendo vários amigos gays e adoro todos”, escreve.

Criminalização da homofobia
Os casos recentes envolvendo homossexuais chamaram a atenção da mídia e mostraram a necessidade de aprovação de uma lei que criminalize a homofobia no Brasil.

Na opinião de Edith Modesto, o “Estado tem de proteger as minorias discriminadas por pessoas que não só não as respeitam como as atacam covardemente”. “O número de assassinatos de homossexuais no Brasil é inacreditável”, lamenta a fundadora do GPH. De acordo com relatório divulgado em abril pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), 260 homossexuais foram mortos em 2010 (contra 198 em 2009).

Contudo, acredita Modesto, a mídia, principalmente a televisão, tem cumprido com o seu papel de informar e conscientizar para o problema da discriminação contra LGBT. “As novelas têm espelhado muito bem as mudanças sociais que estão acontecendo, divulgando-as”, conclui.

 

Fonte: A CAPA

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